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As infinitas versões de piscinas...

10/03/2015 Mais Viver Casa - Por: Miriam Chalfin

Uma piscina tem o seu lugar. E os arquitetos não deixam por menos: capricham ao máximo para fazer projetos encantadores, um verdadeiro convite ao deleite. Os formatos variam de acordo com o terreno, o objetivo e o gosto do cliente. Mas o fato é que as piscinas de hoje em dia estão menores, em função da facilidade e da manutenção. O tom da vez é azul-escuro. “Opções com spa, formato de raia e uso de borda infinita também são tendências fortes”, garante a arquiteta Flávia Soares, de Belo Horizonte. Realmente, a borda infinita dá um charme a mais ao espaço. O recurso, muito usado em praias, também conquistou adeptos na cidade entre montanhas. Entretanto, para conseguir o efeito, deve-se ficar atento à topografia do terreno e à vista. “No meio de prédios, por exemplo, não justifica. É uma boa opção quando há paisagem ao fundo, fazendo com que a piscina pareça estar flutuando”, diz Flávia. É exatamente a partir do projeto arquitetônico que serão observados os cuidados na hora da construção.

Aqui entram itens como posição do sol e de árvores, terraplenagem, formato, aproveitamento do espaço, revestimento, segurança, aquecimento da água, iluminação, paisagismo... Além disso, o arquiteto terá o desafio de fazer com que todos esses fatores sejam agregados ao projeto, de forma a possibilitar conforto, lazer e, claro, beleza. “Ele tem que transformar a piscina num atrativo. Além de bonita, precisa ser prática e confortável”, diz Flávia Soares. E uma boa dica para que a piscina dos sonhos não acabe em dor de cabeça é escolher uma empresa especializada para que a instalação fique perfeita.
Segundo a diretora comercial da Ambiente Piscinas, Juliana Tavares, basicamente há 4 tipos de construção: concreto, alvenaria, fibra de vidro e vinil. A primeira é a mais cara, mas também a que apresenta maior durabilidade: no mínimo 30 anos. A última custa 4 vezes menos, só que é mais frágil e deve ser trocada a cada 5 anos. A de alvenaria não é indicada para qualquer tipo de solo e precisa de impermeabilização mais trabalhosa. Já a de fibra tem a manutenção mais prática e o menor custo. E tem novidade no mercado: a piscina de chapa de aço, com revestimento de vinil, usada há muito tempo na Europa, principalmente na Espanha e em Portugal. Aqui, a grande vantagem é o tempo de instalação: 7 dias. Juliana afirma que o produto tem garantia de 25 anos e custa pouco mais que a de fibra.

Se a escolha for pelo modelo de concreto, de alvenaria ou de vinil, é possível fazê-lo no formato desejado. “O desenho vai depender do uso pretendido. Se a pessoa tem hábito de nadar, pode fazer a raia. Se é para reunir família e amigos, uma opção é a piscina com prainha ou com hidromassagem, o chamado spa, que é mais indicado para espaços reduzidos, como a cobertura, e que dá para ser usado o ano inteiro”, exemplifica Juliana Tavares. Já o ofurô é uma proposta mais terapêutica. O original tem que ser de madeira, com profundidade para que a pessoa fique submersa até a altura do pescoço. “É recomendado para espaços fechados porque a água é mais quente que a da piscina.” Com relação ao revestimento da piscina, ele pode ser de pastilhas de vidro resinadas ou transparentes, pedras da Indonésia, azulejos e porcelanatos – no caso das opções em concreto ou alvenaria. “Hoje, as pedras de Bali, em tom esverdeado, e as lavas vulcânicas, pretas, são as tendências mais fortes porque deixam o ambiente mais natural e conjugam bem com o paisagismo”, diz Juliana. 

Na Directa Piedras, as opções preferidas são o granito acidado e o travertino romano. “Os dois são resistentes e de fácil manutenção, mas o granito esquenta muito no sol”, comenta o proprietário Marcelo Milagre. Segundo ele, em geral os pisos são estendidos pelo deque e chegam até a varanda – quando for o caso. Em alguns projetos, também é usada a madeira, fazendo um contraste interessante com a pedra. Vale lembrar que não é apenas a beleza que conta: deve-se considerar, em primeiro lugar, a segurança. Aliás, esse item inclui, além do piso antiderrapante, a colocação de escada, cuidados com a parte hidráulica e a proteção para crianças. A iluminação também pode fazer toda a diferença para deixar o projeto ainda mais charmoso. Além de ser econômico, o led tem opções de cores, levando a cromoterapia até a piscina. Mas, segundo Flávia Soares, a cor mais pedida agora é o azul. O toque final fica por conta do paisagismo, que vai deixar o espaço mais charmoso e agradável. Mas ele deve levar em conta o projeto do imóvel, e não apenas o da piscina.

Outro item muito importante é o aquecimento. Uma boa opção, inclusive mais acessível, é o gás natural. O problema aqui é que o produto ainda não está disponível em todo lugar. Assim, a melhor solução pode ser o trocador de calor, principalmente se a piscina estiver em condomínio. O aquecimento solar tem a desvantagem de precisar de uma grande área para a instalação das placas. Além disso, se o tempo não ajudar, a água não vai esquentar. Já o GLP atende muito bem se a piscina for pequena ou em caso de spa. 

Assim como no interior da casa, o mobiliário e os objetos de decoração também são importantes para deixar o ambiente externo ainda mais agradável. O carro-chefe são os móveis de alumínio de liga leve. “O material é próprio para ficar no tempo. Pode pegar sol e chuva. E a limpeza é simples, com sabão neutro, escova e esponja de espuma”, afirma Patrícia Gontijo Fonte Boa, sócia-proprietária de Deck Home. No acabamento, os materiais mais usados são a fibra sintética e a tela de PVC, altamente resistentes e com tratamento UV. As fibras podem ser lisas ou mescladas, em tons que variam do neutro ao colorido. As mesas com prato giratório, uma facilidade a mais, são as queridinhas do momento. Aqui a novidade é o tampo de ACM (aluminium composite material), um revestimento de alumínio especial que promete maior durabilidade. Para completar o ambiente, uma boa opção são vasos de plantas. No mais, é só curtir o espaço.

A melhor escolha 

De concreto
pode ser feita em qualquer tipo de terreno e formato
aceita vários revestimentos
tem a maior durabilidade entre todas as opções: 30 anos no mínimo
aceita qualquer tipo de produto para manutenção
é a opção mais cara
pode acumular algas nos rejuntes
gasta mais tempo para ser construída (em média 90 dias)
necessita de cálculo estrutural de acordo com o terreno e impermeabilização adequada

custo: 70 mil reais

De fibra de vidro
rapidez na instalação (em média 30 dias)
não necessita de revestimento
pode ser colocada em qualquer tipo de terreno
por não ter rejunte (menor propensão de acúmulo de algas), tem manutenção mais prática
há opções de cores diversas, como branca, azul e com borda decorada
como a fibra desbota, necessita de pintura especial a cada 3 anos
não aceita qualquer formato
se não tiver acesso fácil ao local, pode necessitar de guincho – o que onera o custo
pode ser elevada (em cima de laje) ou enterrada em blocos de concreto

custo: 20 mil reais

De vinil
aceita qualquer formato
rapidez na instalação (de 20 a 40 dias)
não precisa de impermeabilização
permite remendo em caso de furo
precisa de cloro especial para não manchar
deve ser trocada a cada 5 anos
como é maleável, pode rasgar em contato com objetos pontiagudos

custo: 15 mil reais em média

De alvenaria
pode ser feita em qualquer formato
aceita qualquer tipo de revestimento
tem durabilidade de 15 a 20 anos
a impermeabilização requer mais cuidado que a de concreto
não recomendada para todos os tipos de solo

custo: 40 mil reais

De chapa de aço
rapidez na instalação (em 7 dias)
garantia de 25 anos
praticidade
só aceita formatos determinados pelo fabricante
necessita de revestimento de vinil e de manutenção com produtos próprios
a cor pode desbotar

custo: de 20 mil a 25 mil reais